Translate

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sobre coisas místicas

Ele vai. Sem rumo, ele busca, ele investiga, ele vai atrás. Ele sonha, ele mergulha, ele anda como se voasse. Pouco ele fala. Mas ele vai! Canta, como se a alma deixasse o corpo que cansou tanto de ir. Mas ele volta e vai de novo.
Ele nunca para, constante mudança. Muda roupa, cabelo, cara, alma, ideia, vontade.
E lá vai ele de novo.
Ele vai e se faz vontades.
Ele dança, fecha os olhos e baila. Ele posa, ele retrata, ele pinta. Ele ri, escuta, opinião forte, sempre. Firme, mas nem tanto. Como uma pipa que perdeu a corda ele vai voando, e passa por todos os cantos deixando um pouco de si. Tudo dele é único. É lindo. É flores e sol. É praia. É brisa. É cigarro na sacada, é brisa que bate, aquela brisa proibida mesmo.
Ele é contra tudo que amarra. Ele é libertação. É arte pura e ambulante.
Ele é lindo e me passa a calma que eu nunca jamais terei. Ele me bota no chão e vai.
Ele vai, mas nunca se foi daqui. Aqui ele mora e jamais deixarei ir.
Ele é a parte livre de mim.
Ele vai.
E foi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário