Ele vai. Sem rumo, ele busca, ele investiga, ele vai atrás. Ele sonha, ele mergulha, ele anda como se voasse. Pouco ele fala. Mas ele vai! Canta, como se a alma deixasse o corpo que cansou tanto de ir. Mas ele volta e vai de novo.
Ele nunca para, constante mudança. Muda roupa, cabelo, cara, alma, ideia, vontade.
E lá vai ele de novo.
Ele vai e se faz vontades.
Ele dança, fecha os olhos e baila. Ele posa, ele retrata, ele pinta. Ele ri, escuta, opinião forte, sempre. Firme, mas nem tanto. Como uma pipa que perdeu a corda ele vai voando, e passa por todos os cantos deixando um pouco de si. Tudo dele é único. É lindo. É flores e sol. É praia. É brisa. É cigarro na sacada, é brisa que bate, aquela brisa proibida mesmo.
Ele é contra tudo que amarra. Ele é libertação. É arte pura e ambulante.
Ele é lindo e me passa a calma que eu nunca jamais terei. Ele me bota no chão e vai.
Ele vai, mas nunca se foi daqui. Aqui ele mora e jamais deixarei ir.
Ele é a parte livre de mim.
Ele vai.
E foi.
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