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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

pego meu drone e vou pra Vênus

E a gente aqui
Sozinho de novo, fumando aquele cigarro meio torto
Na janela, olhando pro vazio e as pessoas na rua que aparentemente não aparentam ser nada 
E o celular na mão sem nenhum vestígio de existir
Nos lembra de uma atenção que a gente deveria merecer
Mas não recebe 
Lembrando que é bom estar sozinho, mas que dói ao mesmo tempo estar tão longe de tudo querendo pertencer a algum lugar
Querendo se enturmar
É que da tanta preguiça vestir os sapatos sem cadarço
Tatear o bolso atrás da chave 
Procurar o isqueiro que se perdeu dentro de algum casaco
E lembra que se prefere ser sozinho afinal de contas
Tanta coisa pra arrumar
Botar em dia o que há dentro da cabeça
Porque, ah to cansado demais pra ir até lá
To sem dinheiro pra poiar
O cigarro vai acabar
E lá to eu de novo

Todo torto, na janela fumando aquele cigarro que aparentemente lembra nada demais. 

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