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sábado, 19 de setembro de 2015

Please don't drop me home.

Tua ausência me deixa tão tranquila.


Não saber nada de ti me deixa tão quieta e calma, faz minha cabeça parar de turbilhão, calando sandices faladas para te por perto.
Eu sou assim, doida e gosto.
Me irrito com a posição do papel higiênico, retiro toda e qualquer embalagem de todo e qualquer produto que estiver em minhas mãos. Pinto as unhas e descasco o esmalte por nervosismo e as deixo assim por pura preguiça. Gosto que todos saibam de tudo e isso acaba com a essência de todo relacionamento que eu ouse ter. Começo e nunca concluo nada, exagero nas reações fazendo todos pensarem que estou morrendo por algo que, na realidade, eu nem ligo tanto. Tenho pavor de medicamentos neurológicos, mas vício por aspirinas e tylenol. Eu me apaixono fácil, e todo mundo sabe disso, mas eu teimo em te dizer que não consigo me apaixonar por ninguém estando perdidamente encantada em ti.
Eu falo demais sobre mim, mas falo para preencher o vazio do teu silêncio e do teu descaso.
Sei que tu és como eu e que talvez o descaso te apaixone.
Eu tenho cicatrizes, físicas, muitas delas. Eu fumo como uma condenada e talvez eu esteja.
Tu quer me conhecer como eu quero te conhecer? Perder horas observando tuas mãos, o jeito como ajeita os óculos, bagunça o cabelo, arruma o lençol na cama e o bagunça com a insônia.
Talvez eu esteja exagerando nesse sentimento por não conseguir mais sentir e isso eu falo com sinceridade.
Eu não sou quem tu queres que eu seja, mas ah! como eu desejo, que tu desejes, que eu te deseje. Eu não aprendi a ter autocontrole de sentimentos, meu doce, eu não aprendi a amar gente como eu.
Eu não aprendi a querer alguém com intensidade, não sei demonstrar e quando tento sai tudo as avessas. Insegurança sim e medo também, não vou negar. Mas a vontade de ti existe e preciso que me sanes essas duvidas antes de seguir em frente.

Talvez essa seja minha teimosia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Passando na rua eu vi um cartaz num poste pedindo doações a um brechó.
Me prontifiquei a ajudar.Aqui sempre houve desapego, como um brechó 24 horas, eu vendia tudo o que me chegava e dava um jeito de despachar o que já havia experimentado alguma vez; ora, pra que egoísmo? Doarei e compartilharei com quem ainda não aprendeu, e como tu desejas ser partilhado - teu desejo é uma ordem!
Pensa ser tão único, peça rara, Louis Vuitton. Mas realmente achas que não se vê peças assim por ai? Meu querido, você é catalogo de verão da Renner, tênis All Star em um colégio de ensino médio, você é blusa da Marisa, jóia bijux, óculos de camelô, estampa falsa do Romero Britto e definitivamente já existem muitos de você dentro do meu armário (e incontáveis já doados). Seu ego não cabe lá em casa, muito menos na minha cama.
Me liga de madrugada pra dizer que quer me ver, marca um dia pra gente se encontrar. Daqui uma hora, trinta ou dez minutos, agora. Me chama pra balada, pro boteco, pra tomar um café, uma cerveja, água. Me convida pra fazer rali, trilha em Itaara, saltar de bungee jumping, rapel, escalada. Pular de cabeça, se embrenhar nessa coisa desconhecida. Me convida pra nadar, pra fazer nada, me chama pra programar algo que nós nunca vamos fazer. Me chama pra contar histórias, inventar histórias, escrever um livro. Me convida pra assistir desenhos, filmes ruins, falar mal desses filmes ruins. Me convida pra conhecer tua cidade natal. Me convida pra conhecer a cidade que tu quer morar. Me convida pra morar contigo, em Santa Cruz, Panambí, Parobé. Eu vou, e seja o que o adeus quiser. Fala de mim pra tua mãe, pra tua vó, pro teu padrasto. Fala de mim pros teus amigos, e pede pra eles não me contarem nada. Me deixa ser teu segredo. Tua aventura. Teu frio na barriga. Tua novidade. Me chama pra ser tua, eu vou. Se precisar pego carona, vou de charrete, vou a pé. Mas me deixa te olhar como algo novo, me irradiar e brilhar contigo em qualquer lugar. Me deixa escrever, fotografar, esse amor correspondido que ultimamente anda sendo aventura, sonho impossível e frio na barriga por aqui.