Me liga de madrugada pra dizer que quer me ver, marca um dia pra gente se encontrar. Daqui uma hora, trinta ou dez minutos, agora. Me chama pra balada, pro boteco, pra tomar um café, uma cerveja, água. Me convida pra fazer rali, trilha em Itaara, saltar de bungee jumping, rapel, escalada. Pular de cabeça, se embrenhar nessa coisa desconhecida. Me convida pra nadar, pra fazer nada, me chama pra programar algo que nós nunca vamos fazer. Me chama pra contar histórias, inventar histórias, escrever um livro. Me convida pra assistir desenhos, filmes ruins, falar mal desses filmes ruins. Me convida pra conhecer tua cidade natal. Me convida pra conhecer a cidade que tu quer morar. Me convida pra morar contigo, em Santa Cruz, Panambí, Parobé. Eu vou, e seja o que o adeus quiser. Fala de mim pra tua mãe, pra tua vó, pro teu padrasto. Fala de mim pros teus amigos, e pede pra eles não me contarem nada. Me deixa ser teu segredo. Tua aventura. Teu frio na barriga. Tua novidade. Me chama pra ser tua, eu vou. Se precisar pego carona, vou de charrete, vou a pé. Mas me deixa te olhar como algo novo, me irradiar e brilhar contigo em qualquer lugar. Me deixa escrever, fotografar, esse amor correspondido que ultimamente anda sendo aventura, sonho impossível e frio na barriga por aqui.
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