Culpa, da vergonha, da vontade de
fazer e do arrependimento. É o descontrole, o anseio e o nome rasgado na
garganta rouca, a imagem destorcida no banheiro vermelho, com o pensamento do
poder mais, querer mais, ter um pouco mais daquele pedaço despachado por pura
falta de saco.
É do semblante nunca esquecido, do
beijo de um estranho, que conhece de uma maneira diferente que os amigos jamais
conheceram. É o rubor não doentio da face pelos atos tortos, dos olhares
culposos, da cerveja no copo e as baladas românticas. É por culpa do que se foi
trocado, da conversa sem pretensão, das vontades não explanadas.
É por pura culpa.
É tua.
É por pura culpa.
É tua.
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