Eu queimei os camarões amor, teu coração também. Tu fingias que falava francês.
Eu queimei o arroz. E tu fingias que sabia dançar.
Não foi nossa culpa, espero que isso esteja claro, mas desculpa meu descuido, minha falta de atenção para contigo; eu já não posso seguir ao teu lado, - seja de qual lado for. Eu destruí o nosso almoço, nosso lanche e nossa jantinha. Larguei a panela em carvão e deixei para que lavasse.
Fui embora de uma vez por todas.
Aos nossos pés mais uma vez, o tão superestimado ser “nós dois”, morre aqui. E os camarões que compramos juntos, no supermercado pela tarde de sábado, morreram por nós também.
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